Arquivo da categoria: Pensamentos Rápidos

Graça, Amor e Abraço

Soube que certa vez, em um concílio, um pastor fez a seguinte pergunta ao candidato: “Quais são as disciplinas na Igreja?”. Uma pergunta relacionada literalmente ao tipo de punição que a igreja aplica aos seus membros quando estes saem da linha. Fiquei triste quando soube que pastores ainda se preocupam em usar determinados métodos para manter o controle sobre os seus membros e, mais triste ainda, em saber que fazem candidatos ao ministério pastoral estudar este tipo de coisa, disseminando esse tipo de prática para as futuras gerações. É lamentável.

Mesmo assim, ao saber da pergunta, fiquei pensando que resposta eu poderia dar ao examinador. Em um primeiro momento, com certeza, dá vontade de pedir para parar a palhaçada e fazer perguntas de adultos, mas isso não seria muito agradável, eu estaria me igualando, ou melhor, me rebaixando ao mesmo nível ridículo da pergunta. Então, eu olhei para minha vida e resolvi me perguntar: “como Deus tem me disciplinado durante os meus anos de caminhada cristã?”, “Como Deus me trata quando erro?”, “Que tipo de castigo Deus aplica em mim quando eu peco?”, “Será que alguma vez Deus me excluiu do seu “cadastro” de filhos por eu ter pecado?”. Eu concluí que quando eu erro Deus me trata com amor. Percebi que Deus nunca me castigou, pois se o tivesse feito eu não estaria aqui escrevendo. Entendi que mesmo eu fugindo dele tantas vezes ele nunca me excluiu do seu cadastro de filhos. Então, como vou dizer o que entendo de disciplina?

Eu só poderia dar uma resposta: “Disciplinas?! A única disciplina que eu conheço é a Graça, pois é com ela que Deus tem me chicoteado a vida inteira. Castigo? O único castigo que eu conheço é o amor, pois é com ele que Deus tem me perseguido a vida inteira. Exclusão? A única exclusão que eu conheço é o abraço de Deus que sempre me envolve e me trás novamente para perto dele quando tento me afastar”.

Talvez, se na igreja, ao invés de ficarmos pensando em como disciplinar os cristãos que erram, usássemos a graça, o amor e o abraço, as pessoas enxergariam mais traços de Jesus na igreja ao invés de simplesmente enxergarem pessoas quebradas tentando fingir que são uma mais santa que a outra, a ponto de uma achar que tem condições de disciplinar a outra, sem graça, amor e abraço.

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Asas Subversivas

Talvez seja mais fácil viver uma vida apreciando os pássaros do que viver uma vida buscando asas para voar. Mesmo assim, parece-me, mesmo que num piscar, que o pensar é a asa mais libertadora que podemos ter. Com essa asa subvertemos o que está convencionalmente estabelecido, enxergamos novas possibilidades e nos libertamos de costumes e tradições que já não fazem sentido. Com essa asa jogamos as bengalas no chão e voamos rumo ao infinito, ao desconhecido, ao belo, ao encantador. No entanto, a subversão tem um preço. O maior subversor da história, simplesmente, foi parar em uma cruz.