No que estou me tornando?

Minha estrada não é simples, mas creio que a de ninguém o seja. Não digo que é ruim. Na verdade, acho a vida boa, muito boa para ser vivida. Como diz a música:

“Te mostro um trecho, uma passagem de um livro antigo
Pra te provar e mostrar que a vida é linda
Dura, sofrida, carente em qualquer continente
Mas boa de se viver em qualquer lugar”

Sim! A vida é dura, sofrida e carente em qualquer lugar, mas, como diz outra canção: “A vida é tão rara”.

Mesmo assim, digo que viver é complexo. Existir é complicado. Perceber-se existindo, respirando, pensando, no palco da vida com diferentes atores é algo ao mesmo tempo maravilhoso e aterrador. É um convite a explorar, conhecer, sentir e, ainda assim, uma experiência de medo paralisante. É como olhar belas ondas no mar. São belas, perfeitas, poderosas. Logo me imagino no meio delas, mas um frio percorre a espinha, um medo que petrifica. É o risco.

Viver é um risco. Existir é perigoso. Se perceber neste palco é ameaçador.

E se eu pudesse sentar na plateia para me assistir atuando no palco da vida? O que eu diria do meu eu que está no palco? Será que eu o veria como um ator barato com atuações pífias? Será que veria autenticidade nas atuações? Seria que eu veria algo distante de mim mesmo? Ou será que me reconheceria no meu eu que atua?

Olhando para mim, de dentro de mim, sentado no palco da minha alma, da minha mente e do meu coração, já não sei quem sou. Já não sei o que é falso e o que é autêntico. Como em um esquizofrenismo, já não sei o que é fantasia e o que é realidade. Tornei-me o que eu não queria me tornar, mas insisto em pensar que sou o que queria ser.

Já não sei se fui além ou se fiquem aquém. Não sei se estou crescendo ou atrofiando. Não sei se estou melhor ou pior.

Alguns fardos ficaram para trás. Todavia, no que estou me tornando? Não me sinto melhor. Não me sinto mais gente, mais humano. Sinto-me mais frio, mais distante.

O que estou valorizando? O que estou priorizando? O que estou buscando?

O vazio! O vento! O Nada! A escrita na areia que a onda do mar apaga! A beleza presa ao tempo! A imortalidade do presente que já não existe!

O que estou buscando? O vazio! O nada! O vento!

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Publicado em julho 17, 2014, em Cotidiano, Espiritualidade. Adicione o link aos favoritos. 4 Comentários.

  1. Se quer dizer que ter fé sem se apoiar naquele que deu a vida por mim , por você é sermos livres, precisa ter um encontro com Jesus o Cristo, para saber que só ELE tem o poder de te libertar das amarras, que o mundo lhe coloca desde o nascimento, pois Ele é quem te conhece antes que fosse formado no ventre de sua mãe.ELE uqem consegue curar as feridas não físicas , mas psiquicas , emocionais , que estão no mais profundo de seu ser e só ELE tem o poder de curá-lo , por isso é o maior dos psicólogos, o médico dos médicos, ELE Não tem especialidade, pois é o professor de todas especialidades.Com ELE você se tornará melhor , crescerá espiritualmente , deixará a religiosidade de lado, porque ELE LIBERTA e não é religião. “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14 : 6)

    SE É A ELE QUE CONSIDERA BENGALA E NELE SOMOS APRISIONADOS ESTA CORRETO ,POIS NOS LIBERTAMOS DE SATANÁS, QUE É O GERADOR DE TODA MALDADE E ANIQUILADOR DOS CASAMENTOS E CRIADOR , DA BOMBA ATÔMICA DIVÓRCIO, Para nos aprisionarmos nAQUELE que é o nosso provedor da vida todos os dias, aquele que nos protege do imp´rio do mal. o único que inspirou o manual de vida a BIBLIA, para garantir um padrão moral , como pode ver a humanidade caminha para o CAOS , por andar na contramão do que detém a vida e a morte.

    Fátima

  2. O meu comentário anterior , é devido ao modo negativo como vê a vida, com jesus na direção a vida fica impossível ver beleza mesmo em meio a turbulência da vida
    Você comentou em quem se apoia e deu-me a parecer que estava refletindo sobre o que usamos para nos apoiar na vida, crendo que vc era um daqueles que não acredita no arquiteto do universo, o Todo Poderoso

    Quero te dizer , que palavras repletas de ternuras e carinho sucumbiram, em sua vida e a tornaram vazia, porque não prestou atenção na história de um menino carpinteiro que pregava sobre salvação e paz , cresceu , curou morreu e ressuscitou , morreu por mim e por você e manda eu lhe dizer que o ama e que deu sua vida para que tenha vida em abundância , receba-o agora em seu coração e estará assinando uma procuração , para que de hoje em diante Ele possa direcionar sua vida e nunca mais sentira o vazio que sente, a triste que o afronta, pois Ele é o principe da paz e TE AMA e diz a todos os desesperados e aflitos e em especial a seu Espirito inquieto:”Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11 : 28)
    “E disse aos seus discípulos: Portanto vos digo: Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis, nem pelo corpo, sobre o que vestireis.” (Lucas 12 : 22)

    AO SE LEVANTAR JÁ O FAZ POR QUE DEUS O SUSTENTA

    A PAZ EM CRISTO O JESUS

  3. Não creio que eu tenha apontado uma visão negativa da vida. Dizer que a vida é dura e sofrida está de acordo com os ditos de Jesus: “No mundo tereis aflições”. No entanto, faço questão de dizer, usando músicas populares que a vida é boa de se viver e que a vida é tão rara.
    O que talvez seja negativo no texto está no fato de que na estrada não vejo como pensei que estaria. É uma constatação interior. Eu não queria escrever em linguagem religiosa ou nada disso. Mas questionei o tipo de gente no qual estou me tornando. Será que estou melhor ou pior? Não é questão para mim de cumprir mais ou menos ritos, ir mais à igreja, ler mais a bíblia ou orar mais. Já fiz tudo isso. Ainda faço de certa forma. A questão é que tipo de gente eu sou. Não me sinto melhore por simplesmente “deixar” de fazer algumas coisas ruins, mas por conseguir fazer o que acredito que deva ser feito. Essa adversidade, Paulo expressa dizendo que não consegue fazer o bem que deseja.
    Não existe mágica. Não existe dormir um dia e acordar no outro com tudo mudado. O que é existe é o caminho. A estrada. E continuo me perguntando: será que estou melhor?

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