Come As You Are

Por Fred Reis,

Hoje, seis de março do ano da graça de 2013, concluiu-se mais um projeto de desgraça, uma espécie de crônica anunciada, mais um jovem talento perdeu a batalha da vida. Alexandre Magno Abrão, vulgo Chorão, no alto de seus quarenta e dois anos faleceu vitima de uma vida repleta de insights de morte. Nada de novo debaixo do sol, também Amy Winehouse , Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison abreviaram aquilo que chamavam de vida. Em comum, indivíduos que trilharam por uma via fluorescente e que sinalizavam a exaustão de sua esperança. Como já afirmara um poeta: “o pop não poupa ninguém”.
O maior problema, não reside na morte prematura, mas no rascunho pálido de vida que experimentaram. Os indivíduos ditos pós-modernos, perdem-se cada vez mais na impossibilidade de uma explicação, que seja mítica, contudo plausível à morte, numa espécie de negação de sua finitude e fugacidade.
A partir deste binômio podemos admitir que ninguém é jovem demais para morrer. O que não se pode admitir é a construção de um modo de viver leviano, que teme a existência e suas conseqüências.
Em contraposição aos que submetem seu existir ao medo, podemos lembrar-nos de um jovem que com ousadia levantou-se contra um império e sua ordem constituída. No alto de seus trinta anos Jesus de Nazaré, inaugurou um tipo de vida que demonstrava- se plena e abundante. No miolo de sua história, encontra-se a crônica de sua morte, um evento com tal intensidade que resignificou o modo de vida de todos nós. Seu sofrimento e morte estão longe de serem incidentais e involuntários. São fruto de uma vida apaixonada que leva às últimas conseqüências a experiência do amor. Sua vida é, pois, acima de tudo, a história de uma paixão radical que o levou a paixão de uma história. Na cruz Deus participa das minhas dores e imperfeições, um projeto de graça e misericórdia concedido aos que aceitam seu convite.
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”
Mateus 11 verso 28
Venha Como Você Estiver
(come as you are)

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Publicado em março 6, 2013, em Li e Gostei. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Valentim Sergio Fais

    Bem oportuno esta reportagem, vem realmente contribuir para um pensamento que tenho sobre estas mortes: falta DEUS no coração desta juventude. Sem DEUS, levam uma vida sem sentido e a consequência é uma morte, no mínimo, prematura.

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